"Portanto, visto que temos este ministério pela
misericórdia que nos foi dada, não desanimamos. Antes,
renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos;
não usamos de engano, nem adulteramos a palavra de
Deus. Ao contrário, mediante à clara exposição da
verdade, recomendamo-nos à consciência de todos,
diante de Deus. Pois não pregamos a nós mesmos, mas a
Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de
vocês, por causa de Jesus. De todos os lados somos
pressionamos, mas não desanimamos; ficamos perplexos,
mas não desesperados; somos perseguidos, mas não
abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos
sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, pra que a
vida de Jesus também seja revelada em nós. Pois nós
que estamos vivos somos sempre entregues à morte por
amor a Jesus, pra que a Sua vida também se manifeste
em nosso corpo. De modo que em nós atua a morte; mas
em vocês, a vida. Por isso não desanimamos. Embora
exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente
estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos
sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para
nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles.
Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no
que não se vê, pois o que se vê é transitório, é
passageiro, mas o que não se vê é eterno."
Pra que outros possam viver, vale a pena morrer.
E nas palavras de 2Co 4 que nós acabamos de ler, pra
que outros possam viver, não apenas vale a pena
morrer, como deve-se morrer, deve-se. Pra que outros
possam viver, deve-se, é necessário morrer pra que
haja vida, trazendo sempre em nosso corpo o morrer de
Jesus, pra que a vida de Jesus também seja revelada em
nosso corpo, pois nós que estamos vivos, somos sempre
entregues à morte por amor a Jesus, pra que a sua vida
também se manifeste em nós de modo que em nós atua a
morte, pra que em vocês, pra que em outros, atue a
vida. Assim como a semente que não morre, não germina,
assim como a semente que não morre é incapaz de gerar
frutos, aquele que não morre é incapaz de gerar vida.